‘Cérebro de rainha’: o que fazer agora
para envelhecer bem

Esse texto foi publicado em 25/10/2022 13:11 e modificado pela última vez em 25/10/2022 13:11, escrito por Marcos Mariano.

O envelhecimento é diário e pensar sobre isso agora faz toda a diferença no próprio processo de envelhecimento.

A verdade é que a mente humana tem uma tendência automática de evitar a consciência de sua mortalidade. E apesar de os detalhes neurológicos por trás disso ainda não terem sido plenamente descritos, alguns estudos já abordaram hipóteses interessantes.

'Cérebro de rainha': o que fazer agora
para envelhecer bem
‘Cérebro de rainha’: o que fazer agora para envelhecer bem

A neurocientista do SUPERA – Ginástica para o Cérebro, Livia Ciacci, explica que um estudo publicado na revista “Neuroimagem” pelo Departamento de Psicologia da Universidade Bar Ilan, de Israel, mostrou que quando percebemos estímulos linguísticos relacionados à morte, os mecanismos preditivos do cérebro automaticamente relacionam essa informação aos “outros”, como algo que só acontece com outras pessoas.

“Essa ‘proteção’ provavelmente foi construída na evolução porque o nosso organismo biológico luta o tempo todo para nos manter vivos, e constatar a qualquer momento iremos morrer não seria muito produtivo para a motivação e determinação”, explicou.

Por que é tão difícil pensar sobre o envelhecimento?

Se é difícil pensar sobre a finitude e o envelhecimento, a dica dos especialistas é apostar em bons hábitos que vão impactar diretamente neste processo.

Livia Ciacci, neurocientista do SUPERA cita como exemplo a rainha mais longeva da história, Elizabeth II, falecida no último dia 29 de setembro de 2022. A vida da monarca é retratada na série The Crown que estreia 5ª temporada no próximo dia 9 de novembro na Netflix.

Além de viver diferentes e decisivos momentos da história, Elizabeth também pautou sua vida em diferentes estímulos que, segundo Livia, são fundamentais para um processo de envelhecimento integral.

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“Podemos nos inspirar nos hábitos da Rainha Elisabeth II, que nos deixou esse ano, aos 96 anos, lúcida e produtiva. Ela foi a prova de como cuidar do cérebro para ter uma longevidade ativa. O estilo de vida da Rainha respeitava os quatro pilares do cérebro saudável: o cognitivo, o social afetivo, o físico e o aprendizado”, explicou

Três pilares do cérebro saudável

Mesmo não tendo a estrutura do trono britânico a disposição, a partir do exemplo de Elizabeth II, é possível identificar comportamentos que, segundo a neurocientista do SUPERA, colaboraram diretamente para que ela alcançasse uma vida longeva e feliz, confira:

·        Fatores cognitivos: A rainha inglesa sempre se manteve atualizada e participativa de todas as decisões do reino, levava a sério o fato de ser responsável pelas suas próprias emoções. Ela também desenvolveu a habilidade da adaptação, algo necessário nas suas funções, atitudes que impactam diretamente na capacidade cognitiva ao longo dos anos.

·        Fatores Social e afetivo: Elizabeth se manteve ativa profissionalmente através de uma vida social pública e familiar dinâmica, que reforçou ainda mais a autoconfiança dela. Ter sempre contato com animais também ajudou a reduzir o estresse ao longo dos anos, uma paixão que ela sempre fez questão de mostrar ao público.

·        Fatores Físicos: Caminhadas diárias e a prática de equitação estavam na rotina. A atividade física diminui os marcadores inflamatórios e faz a diferença no cérebro. A alimentação da rainha também era excelente: com 4 refeições diárias, sem exageros, baseadas em peixes, saladas, legumes, e chá sem açúcar. O chocolate amargo era a paixão dela, justamente o que tem mais antioxidantes. Ela também não abria mão das 8 horas e meia de sono!

São muitos os exemplos positivos observando a vida de Elizabeth II. Durante a pandemia a rainha passava algumas horas do dia estudando e aprendendo, na pandemia por exemplo, aprendeu a lidar com muitos recursos tecnológicos “Esses são só alguns dos hábitos que foram decisivos na vida longa e ativa dela, e todos são acessíveis para todos nós”, alertou.

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Atenção para as emoções!

Mas, mais do que mudar hábitos, especialistas em envelhecimento chamam atenção para cuidados uma atenção maior ao manejo do estresse e das emoções.

As emoções e os relacionamentos têm 100% de peso no envelhecimento saudável. Envelhecer é um fenômeno multidimensional, e independente da região do mundo e da cultura, o envolvimento com a vida é o critério chave porque é o que define a postura e a motivação da pessoa para lidar com todos os outros aspectos. 

Um bom exemplo é o estresse causado pelos eventos de perdas, que naturalmente vão aumentando com o avanço da idade. Os idosos com um bom gerenciamento emocional e uma rede social ativa terão muito mais recursos para minimizar o estresse, cultivando a sabedoria e a sensação de satisfação com a vida.

Vire a chave e comece agora!

A verdade é que o que estamos dando hoje ao cérebro vai impactar diretamente na forma como envelhecemos e isso inclui, além dos pontos citados aqui, estímulos que envolvem novidade, variedade e grau de desafio crescente como a prática de ginástica para o cérebro.

“Se seremos um idoso ativo ou um idoso cheio de doenças crônicas, estamos plantando isso ao longo da juventude e fase adulta. Não é fácil para o nosso cérebro pensar no “eu de amanhã”, mas precisamos fazer esse exercício diariamente pelo nosso próprio bem. É possível manter nossas capacidades intelectuais constantes ou até aprimorá-las, mas tudo isso depende dos hábitos adotados hoje”, lembrou.

Por sim, segundo Livia Ciacci neurocientista do SUPERA, são pelo menos 7 os fatores que exercem um grande impacto na “idade” do cérebro, são eles:

·        Aptidão inata;

·        Nível de instrução educacional;

·        Treinamento profissional;

·        Estado de saúde;

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·        Motivação;

·        Sensação de sucesso na vida;

·        E um ambiente estimulante com novos aprendizados.

“Podemos ver que todos esses fatores se desenrolam ao longo da vida e envolvem esforço pessoal, capacidade de ressignificar situações, sentimentos e sobretudo amor-próprio. A soma desses esforços sem dúvida levará ao resultado da intelectualidade e da saúde mantida ao longo do processo de envelhecimento”, concluiu Livia Ciacci, neurocientista do SUPERA – Ginástica para o Cérebro.

‘Cérebro de rainha’: o que fazer agora
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Tenho 30 anos e sou apaixonado por jogos, animes, tecnologia, criptomoedas e literatura. Atualmente estudo Marketing Estratégico Digital e mato meu tempo escrevendo qualquer coisa que passe pela minha cabeça.

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