Existe algo melhor que jogar com os amigos?

League of Legends, mais que um jogo, um ponto de encontro

Jogos online e amigos para a vida toda

Já perdi a conta de quantas vezes conheci pessoas legais ou reencontrei amigos jogando LOL. Fato é que apesar de a comunidade geralmente ser bastante tóxica (machista, racista, homofóbica e com pouca tolerância a erros) o jogo ainda proporciona uma experiência interessante caso você jogue com amigos. Resumindo, vocês poderão passar raiva juntos.

Várias pessoas que eu mantenho contato dentro do jogo ou devido ao jogo, já teriam se afastado caso não jogássemos mais, e isso é legal. De certa forma um jogo online serve para fortalecer os laços ou permitir que as pessoas estejam juntas diariamente por mais que isso seja impossível fisicamente.

Desafie suas habilidades e evolua no jogo

Algo que me encantou no LOL e que eu não sentia tanto em outros jogos, talvez por vir de RPGs, é que existe uma diferença muito grande entre um jogador que joga bem e um jogador que joga mal. Chamamos essa habilidade individual de mecânica, e uma das melhores sensações que existe é dar um outplay no oponente e fazer uma jogada bonita.

A maioria dos jogadores de LOL joga com o objetivo de subir de elo, ou seja, evoluir e jogar melhor. Esse desafio constante de estar entre os melhores motiva e mantém as pessoas jogando, talvez até viciadas.

Uma alternativa aos RPGs

Outro motivo que faz com que eu e muitas outras pessoas joguem League of Legends é a duração das partidas, que levam entre 30 e 40 minutos. Muitos dos gamers atuais não possuem mais tanto tempo para jogar como antigamente (quem nunca passou 18 horas treinando skills no tibia e rindo com os amigos que atire a primeira pedra) e nesse ponto surgem os mobas, oferecendo uma experiência de evolução completamente diferente e compactada.

Por mais que suas habilidades se desenvolvam ao longo, o que é equivalente a subir de nível em um RPG, a sua progressão dentro do jogo é individual para cada jogo, ou seja, todos sempre começam nível 1 quando entram no RIFT. Isso permite que cada partida seja única e se desenvolva de maneira diferente.

Normalmente eu jogo duas partidas por dia depois de fazer as atividades da faculdade, talvez esse tempo fosse o suficiente para consumir as duas horas de stamina oferecidas diariamente pelo Tibia, ou jogar outro RPG, porém, em jogos desse tipo se você não jogar diariamente sua experiência é fortemente impactada (maioria dos jogos hoje funciona com quests diárias).

Com isso eu jogo RPGs no mobile, que inclusive tem ótimas opções, e deixar meu tempo livre em casa para ver animes e jogar Liga das Lendas.

Se sinta parte do mundo competitivo

Para muita gente o cenário competitivo dos jogos atualmente é algo que realmente fisga e cria uma camada a mais de entretenimento. Eu conheci o jogo em um bar assistindo à final do mundial de 2016 e admito que fiquei encantado tanto com a narração quanto com a apresentação de um jogo jogado em altíssimo nível.

Acredito que seja um sentimento parecido com aquele que as pessoas viciadas em futebol tem quando vão jogar uma pelada no final de semana, ou quando assistem uma final de campeonato. A experiência de jogador melhora a de espectador e o contrário também acontece.

Muita dopamina, talvez mais que o ideal

Aqui temos a principal causa pela qual somos viciados em jogos online, séries, doces e pornografia, isso gera uma resposta muito previsível no cérebro: a liberação de toneladas de dopamina. Sempre que ganhamos uma partida ou fazemos uma boa jogada, somos reforçados positivamente para repetir o comportamento.

Aqui quero fazer uma consideração: eu tenho total noção que sou viciado, mas deixo uma pergunta, não somos todos viciados em algo? Em uma postagem futura vou falar sobre “jejum de dopamina” que é algo que tenho tentado para conviver com os meus vícios sem afetar meu potencial de fazer as atividades comuns do dia a dia e sentir prazer com elas.

Fim da linha caro gamer

Hoje compartilhei alguns dos motivos que me mantém jogando esse jogo que apesar de me fazer passar raiva muitas vezes, também me tira boas risadas, principalmente quando jogando com amigos. 

No futuro quero falar um pouquinho sobre a comunidade da Riot Games e sua toxicidade. Por enquanto ficamos por aqui, talvez eu precise jogar uma partida ranqueada nesse momento antes que o sistema de recompensas do meu cérebro entre em colapso.

Carinhosamente
Marcos Mariano

2 comentários em “League of Legends, mais que um jogo, um ponto de encontro”

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