Resenha: Inundação e aberração, mistérios do corvo Edgar

Título: Os Misterios Do Corvo Edgar 01 – Inundação E Aberração
Autor: Marcus Sedgwick 
Sinopse: E então, com o canto do olho, eu vi aquilo. Uma cauda absolutamente enorme, cintilante, preta, viscosa. Como guardião do castelo Outramão, cabe ao corvo Edgar avisar todos sobre as coisas estranhas que estão acontecendo na propriedade. Isso inclui caudas negras e medonhas passeando pelo quintal, cozinheiras desaparecendo e o porão cheio de água. Mas a família Outramão está ocupada demais com seus afazeres, como inventar o impensável, cozinhar sapos e cuidar de um macaco infernal, para se preocupar com o que o velho Edgar tem a dizer. Apenas Solstícia, a bela e gótica filha do casal, dá atenção ao corvo. Será que só os dois conseguem salvar o castelo antes que a inundação chegue ao térreo? Ou, pior, antes que não sobre nenhuma cozinheira para preparar o jantar? Una-se à estranha família Outramão e ao velho corvo Edgar enquanto eles lutam contra seu maior inimigo – o castelo amaldiçoado em que vivem!
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Inundação e aberração, mistérios do corvo Edgar, é um ótimo livro infanto juvenil, a família lembra “A família Adams”, principalmente a jovem filha do casal Outramão, Solstícia. O livro é ilustrado, com uma vibe bem Tim Burton, e foi o que me levou a olhar o livro com olhos brilhantes na livraria, mas quase desisti quando descobri que não era um livro único, e sim uma coleção, mas a vendedora me disse que cada livro é uma história independente, apenas com os mesmos personagens, então resolvi levar.

O livro é contado pelo Corvo Edgar, um corvo velho, que vive no castelo da família Outramão desde antes dessa família assumir o castelo, o Edgar, com toda certeza, passou há muitos anos da expectativa de vida de um corvo, a família foi tendo filhos, os ancestrais morrendo, e o corvo Edgar continua no castelo. O corvo Edgar não gosta de andar na frente dos humanos, pois acha que isso o faz parecer ridículo (a família também acha), ele já fica cansado ao voar muito, e odeia água.

Inundação e aberração,  mistérios do corvo Edgar
Inundação e aberração, mistérios do corvo Edgar

Um dia no castelo começam a acontecer coisas estranhas: o mestre do castelo resolve fazer experimentos com sapo-boi, acreditando ser deles que surgem os raios, Edgar fica um bom tempo observando enquanto colocam os sapos numa capsula e logo em seguida puxam uma alavanca, e o sapo acaba explodindo, cansado de assistir ao show de horrores da experiência do mestre, o corvo Edgar resolve dar uma volta no castelo, e acaba por vê uma cauda, a qual ele não tem ideia de qual animal pertença já que ela parece um rabo de dragão. Mais tarde, passeando pelo castelo, após de fugir novamente de sua gaiola, o corvo percebe que o porão está se enchendo de água. Edgar então começa a arquitetar um plano para que a família saiba o que está acontecendo, já que ele não consegue falar muitas palavras, então jamais conseguiria se fazer entender apenas falando.

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Edgar então tem a ideia de se aproveitar do macaco da família, que foi um presente de aniversário para o filho casal Outramão, ele sabia que se o macaco o visse iria enlouquecer querendo puxar suas penas. Edgar segue com seu plano, faz com que o macaco cause uma algazarra tentando pegá-lo. Em pouco tempo quase todos da casa, família e empregados, estavam atrás dele, mas infelizmente acabam se distraindo e seu plano não dá certo.

Ao chegar ao porão ele percebe que ele já está quase completamente inundado. Enquanto isso, na sala, corria uma gritaria, que ele logo se apressou para ver do que se tratava, o que acontecerá é que uma das criadas da casa tinha desaparecido, e foi encontrada apenas suas botas, seguidas por uma trilha de um animal totalmente desconhecido. Enquanto todos no castelo se perguntavam o que acontecerá, a água começou a invadir a sala. Todos correram com as coisas de valor para o segundo andar do castelo, e logo dão falta de mais um dos empregados do castelo.

Por fim todos resolvem ir para cama (coisa que eu achei extremamente estranha, uma inundação e o desaparecimento de empregados e ninguém pensar em sair do castelo), mas ao acordar percebem que o castelo está com cada vez mais água, as portas e janelas se recusam a abrir, e todos do castelo continuam levando as coisas de valores cada vez para um andar mais alto, o livro segue o desespero de todos do castelo de ficarem submersos dentro do castelo, em dado momento todos do castelo descobrem a quem pertencia à cauda que Edgar tinha avistado em seu passeio, um enorme monstro, uma aberração, que se parece com o dragão.

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Edgar pensa em fugir, mas pensa em Solstícia e desiste, por fim ele consegue bolar um plano, quando a aberração está tentando invadir o quarto mais alto que já estava começando a se encher d’água. Edgar entra novamente no castelo pela chaminé, enquanto a criatura já está com a cabeça num buraco que conseguiu fazer na porta. Edgar tenta de todos os modos explicar qual era seu plano: usar a mesma máquina que explodiu os sapos na cabeça da criatura, o mestre do castelo percebe e resolve tentar, ao soar o último suspiro da aberração o castelo começa a se esvaziar, prontos para a vida da família Outramão.

Mesmo sendo um livro infanto juvenil eu realmente gostei da história, mas confesso que mesmo depois de “velha” eu adoro esse gênero literário. O corvo Edgar, apesar de rabugento, é um ótimo narrador, e apesar de fingir que não, é muito apegado a família que mora no castelo.

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Em certos momentos a leitura foi meio lenta, porque demorava demais a sucessão de acontecimentos, a mãe da família Outramão, Menta, é uma personagem bem irritante, apareceu em poucos momentos, mas o fato de com todos os acontecimentos ela se preocupar apenas com seus objetos, especialmente suas formas de bolo, enquanto o castelo era inundado foi bem irritante de se ler, mas acredito que faz parte da construção da personagem.

Solstícia é uma personagem com quem me identifiquei (uma adolescente meio gótica com gostos peculiares), gostaria de ter visto mais sobre os poemas dela. Mas, no geral, a maioria dos personagens não foram muito bem trabalhados, tanto que mal citei os mesmos na resenha, o foco principal é realmente o corvo Edgar, então acabamos não vendo muito dessa família, que gostaria de ver por serem bem peculiares.

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Carinhosamente
Thay Vasconcelos

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Thay Vasconcelos
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